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Como a poluição dos oceanos atinge a minha vida?

Por Victor Araújo

Como é bom quando entramos de férias e podemos fazer aquela viagem com a família para a praia, curtir aquele sol, tomando uma refrescante água de coco e olhando o mar (ahh o mar...). Para os que gostam de se aventurar nas ondas ou mesmo só ficar na beira molhando os pés, o mar é um espetáculo à parte, aquela imensidão azul...


Quando chegamos à praia, cansados da rotina, corremos logo para ele, para que as ondas levem todo o cansaço.

Agora, imagine que você está entrando nessas lindas águas e ao sair percebe que está com o corpo todo manchado de óleo, com riscos de irritação e de processos alérgicos. Poxa, sua viagem já era.

Esse foi um quadro comum em muitas praias do litoral nordestino e em algumas da região sudeste no ano de 2019. Segundo as investigações, o óleo era petróleo cru que estaria sendo carregado pelo navio-tanque Bouboulina da empresa grega Delta Tankers, o qual transportava 1 milhão de barris de petróleo da Venezuela. Mas, além da impossibilidade de ir ao mar, quais são os outros impactos gerados?


Números e impactos

Todos nos lembramos de quando os primeiros dados começaram a sair sobre o óleo nas praias do Nordeste no final de agosto de 2019. Pois é, os números, na época, cresceram rapidamente e alcançaram 1009 localidades atingidas. No total, foram 11 estados do país e cerca de 5,3 mil toneladas do resíduo foram recolhidas. Números assustadores né? Tais operações foram realizadas por métodos manuais, usando tratores, peneiras, redes para captura e barreiras de contenção. E para que você tenha uma noção, com cerca de 2 meses de operação, já haviam sido envolvidos: 16 navios, 7 aviões, 6 helicópteros, 3100 militares da marinha, 5000 do exército, 140 servidores do Ibama, 40 do ICMBio e 440 funcionários da Petrobrás.


Mas se tudo já foi recolhido, tá tudo certo né?

Nem tanto...


Segundo o Ibama, foram encontrados pelo menos 159 animais oleados, especialmente tartarugas marinhas, além de algumas aves. Foram identificados também mortes de dezenas de peixes e a contaminação de alguns recifes de corais.

O petróleo pode contaminar o organismo de diversas espécies marinhas e gerar um processo de acumulação, já que os predadores desses seres contaminados terão também nos seus organismos uma parcela do óleo. E nós podemos ser esses predadores, pois diversos peixes e frutos do mar que consumimos podem estar contaminados.


Mas o problema se resumiu a esse episódio?

A repercussão de toda essa problemática do derramamento de petróleo e da contaminação das praias precisa abrir nossos olhos para algo que é muito mais profundo: a contaminação diária dos oceanos!

Um grande agente de contaminação dos oceanos é o esgoto. Você sabia que, em muitos lugares do mundo, o esgoto não é nem coletado? E em muitos dos lugares que essa coleta existe ele não é tratado, mas simplesmente descartado nos mares? Diante das concentrações de matéria orgânica e muitas outras substâncias, por vezes até tóxicas, esse despejo indevido gera um grande desequilíbrio no ecossistema marinho, podendo causar morte de muitos seres vivos de maneira direta e indireta.

Para que você tenha uma noção em números, a revista Science publicou recentemente que cerca de 41% de toda a área marinha já sofreu impactos! É muita coisa...

Outro agente poluidor dos oceanos são os resíduos sólidos, popularmente chamados de lixo. Isso mesmo, muito lixo vai para os mares, principalmente plástico. As sacolas plásticas, os canudos, as garrafas pet, itens que usamos no nosso dia a dia e parecem inofensivos, matam muitos seres vivos como, por exemplo, as tartarugas, e contaminam muito os oceanos, por soltarem substâncias e por possuírem um tempo de decomposição muito extenso, da ordem de 400 anos! Segundo o secretário-geral da ONU, se as tendências de poluição se mantiveram, em 2050 nossos oceanos terão mais plástico do que peixes!!


É um quadro gigante e bem preocupante, não é mesmo? Dados mostram que os custos devido a degradação dos oceanos somente por poluição plástica somam cerca de US$ 2,5 trilhões!!


E como nós, no nosso dia a dia, podemos ajudar a mudar esse quadro?


Precisamos pouco a pouco alterar nossos hábitos. Separar bem os resíduos gerados nas nossas residências e comércios já é um grande passo, porque dessa forma colaboramos com a coleta seletiva feita na nossa região.



“Mas eu não sei bem como separar os resíduos, o que eu faço?” O acesso a esse tipo de informação é bastante disponível na internet, uma sugestão de acesso é o site do Ministério do Meio Ambiente, que explica como e o porquê de separar o lixo, além de trazer algumas curiosidades sobre o tema. Você pode ainda ler as outras postagens do blog da Flua, onde trazemos vários conteúdos relacionados a esse tema, enfim, é um conteúdo bem acessível para que você possa começar a dar os primeiros passos de mudança desse quadro. Afinal, grandes mudanças vêm com pequenas ações!! “E se eu tiver um estabelecimento ou for realizar um evento com grande geração de resíduos, o que eu faço?” Existe um plano, ligado à Política Nacional de Resíduos Sólidos, chamado de Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, ou PGRS, necessário para os grandes geradores de resíduos. Dentro dele são previstas as gerações, seus tipos, quantidades e são todas encaminhadas para a destinação mais correta possível, dessa forma você impede a destinação incorreta dos resíduos e contribui para a mudança!! Se quiser saber mais sobre esse assunto, ou sobre algum outro relativo à sustentabilidade, pode entrar em contato conosco pelo nosso Instagram, a Flua está super disponível para te ajudar! Confira ainda o nosso site e se junte à nossa forma de fazer a diferença!!


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