Buscar
  • Flua Consultoria

NEUTRALIZAÇÃO DE CARBONO: MITO OU VERDADE?

Por Emily Félix:

Sempre ficamos na dúvida se a neutralização de carbono realmente funciona. Para entender melhor, devemos entender o causador do processo: a emissão de gases de efeito estufa.


O efeito estufa se caracteriza pelo aquecimento da superfície terrestre em uma temperatura de aproximadamente 30°C. Sem ele, a temperatura média na superfície terrestre seria -18°C, ou seja, 33°C abaixo da temperatura média atual. Trata-se de um processo que ocorre naturalmente, no qual a radiação solar é absorvida pelos gases presentes na atmosfera. Portanto, o efeito estufa é fundamental para que exista vida no nosso planeta.


É comum pensarmos que o efeito estufa é um ponto negativo para o planeta. Entretanto, o problema não é o fenômeno natural em si, mas sim seu agravamento, processo causado por ações antrópicas que contribui para o aquecimento global. No Brasil, podemos observar que a intensificação do efeito estufa é causada pelas queimadas em geral, principalmente na Amazônia, pelo uso de etanol de a partir da plantação de cana-de-açúcar, pelas hidrelétricas do país e por outras atividades. São com essas atividades que se verifica uma geração excessiva de gás carbônico (CO2), metano (CH4) e dióxido de nitrogênio (NO2). Mais um exemplo comum é a queima de combustíveis fósseis, que causa mudanças climáticas e intensificação do efeito estufa, o que resulta em danos ambientais.


Agora que sabemos, basicamente, o que é o efeito estufa, vamos entender as vantagens de ter a neutralização de carbono.

Com o agravamento do efeito estufa, principalmente causado com a industrialização de diversos países, foi criado o Protocolo de Quioto, que estabeleceu diretrizes e metas de compromissos para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEEs). Para a aplicação da metodologia, o protocolo instituiu mecanismos para a neutralização de gases. Mecanismos que devem ser feitos por grandes atividades já citadas, no qual devem ser elaborados projetos voltados para o sequestro de carbono (como o reflorestamento permanente de áreas degradadas e plantação de biomassa) e energia, que são o uso de energia renovável e busca por eficiência energética.


Mas a neutralização de carbono não precisa ser aplicadas somente para grandes atividades. Empresas que prestam outros tipos serviços podem adequar-se a essas normas em seus eventos adotando ideias e um planejamento de realizar a neutralização, processo que traz seguintes vantagens:

  • Redução de emissão de gases de efeito estufa no planeta, evitando uma piora no cenário atual das mudanças climáticas;

  • Promoção do Marketing Sustentável da sua marca ou negócio, elevando o seu valor de mercado e atraindo maior público;

  • Contribuição para o bem-estar e o equilíbrio ambiental de nosso planeta;

  • Compensação das emissões de gases nas empresas/eventos da melhor forma.


Mas de fato, como funciona a neutralização de carbono?


A neutralização de carbono nada mais é do que uma alternativa de evitar processos negativos causados pelo efeito estufa com emissão de seus poluentes, como o dióxido de carbono na atmosfera da Terra. Para avaliar a quantidade de emissão que uma empresa produz é necessário um cálculo específico. Esse processo ocorre basicamente da seguinte forma: primeiro é preciso mapear e identificar as fontes poluidoras de cada atividade. Em seguida, busca-se quantificar a emissão dos gases de efeito estufa. Essa estimativa em geral é feita com calculadoras específicas, que estimam o quanto de cada gás poluente foi emitido por atividade. Somente depois que mapeiam as atividades poluentes e quantificam as emissões, iniciam as propostas de neutralização.


Assim, empresas elaboram estudos e estratégias das ações geradoras de gases de efeito estufa (GEE). A neutralização de carbono acontece de modo que empresas que geram grandes quantidades de poluentes possam se comprometer a tomar medidas para neutralizar as emissões nocivas. São ações reais: uma indústria pode começar a usar materiais 100% reciclados, diminuir o gasto de energia, reusar a água, entre muitas outras medidas que podem ser aplicadas, diminuindo também o impacto no meio ambiente.



Com o tópico extra, queremos saber como a crise do Coronavírus está interligada com a neutralização de carbono?


Por conta da pandemia do novo coronavírus, foi estabelecido por diversos países o isolamento social. Assim, as pessoas estão em suas residências sem fazer algumas atividades que eram comum do cotidiano. Consequentemente, houve redução momentânea nas emissões de gases do efeito estufa, conforme apontam notícias e ambientalistas. Logo, devido a uma retrógrada circulação de carros, ônibus e transportes aéreos, bem como diminuição da produção industrial e empresarial, pode-se dizer que o isolamento social provocou uma redução da poluição da atmosfera. Outra atividade observada, foi a diminuição da produção em fábricas e empresas.



Países com grandes atividades econômicas, como Estados Unidos, China e Itália, mostraram percentuais bastante relevantes sobre a diminuição de gases poluentes nesse tempo de combate a Covid-19. Veja a seguir mais sobre os porcentuais desses países:


No entanto, quando o isolamento social não estiver mais ocorrendo, é natural que os danos ambientais voltem a acontecer, pois as atividades, principalmente, econômicas, irão se normalizando ao longo do tempo. Isso mostra que a neutralização do carbono é e ainda será um serviço muito necessário para o bem estar ambiental do planeta.






Gostou do conteúdo? Curta, comente e compartilhe!!






0 visualização

Siga-nos nas redes sociais

  • Branca Ícone Instagram
  • White Facebook Icon

© Flua Consultoria Ambiental